IBM Maximo – 5 razões que mostram porque o Maximo é melhor que o SAP PM

A manutenção centrada em confiabilidade é um método estruturado que se traduz na melhor estratégia de manutenção e atua fundamentalmente no processo de planejamento, análise, monitoramento e controle dos ativos. Tal metodologia permite a redução de perdas por falhas incidentais e promove ganhos em confiabilidade operacional.

Empresas que buscam um maior controle sobre os processos ligados à operação e manutenção de seus ativos, certamente constroem seus resultados com capacitação técnica de sua equipe e um bom sistema informatizado de manutenção. Em resumo, tais sistemas agregam valor na obtenção de indicadores que permite a análise estatística do dia a dia no processo de manutenção dos ativos assistidos por ele.

Por que empresas mudam de sistema?

A migração de um sistema informatizado para outro pode ocorrer por vários fatores, dentro os quais se destaca a busca por soluções mais eficientes ou a adequação e equidade entre diferentes unidades fabris. Falando da política de gestão dos ativos de grandes indústrias, dois dos softwares mais bem vistos e utilizados na manutenção de grandes empresas são o IBM MAXIMO e o SAP PM.

Ao se utilizar dois sistemas tão bem avaliados, é esperado que sejam observadas grandes similaridades, mas com algumas diferenças importantes. Para grandes empresas, algumas dessas diferenças, mesmo que aparentemente sutis, são capazes de trazer resultados significativos de ganhos ou perdas.

O objetivo desse artigo é exercitar alguns conceitos de gestão da manutenção e os ganhos que o IBM MAXIMO pode trazer. Entretanto, ressalto que os resultados da utilização dependem diretamente da estrutura e maturidade disponível em cada empresa.

 

Fator # 1: FLUXO DE TRABALHO DEFINIDO

O IBM MAXIMO possibilita a criação de vários fluxos de trabalhos que permite o maior controle das operações dentro de cada setor. Para qualquer ordem de serviço (OS) cada nível apresenta um status de maturação que é alterado sequencialmente por indicação de cada usuário, responsável pelo respectivo status, até o arquivamento como histórico de atividade.

Em uma equipe de manutenção, composta por inspetores, planejadores, engenheiros e um gerente de manutenção uma possível configuração de fluxo de trabalho a partir de uma ordem de serviço (OS) ser descrita da seguinte forma:

fluxoFigura 1. Exemplo de fluxo de trabalho de um setor de manutenção preventiva

Vantagem da utilização de fluxo de trabalho:

  1. Aplicação de conceitos recentes de Gestão de Ativos (ISSO 55000) em que as atividades são abordadas como processos e todos são envolvidos para obtenção do melhor resultado de processo;
  2. Redução de custo de sobressalentes uma vez que se elimina a possibilidade de equívoco de análise ou a duplicidade de ordem de serviço, principalmente na etapa “2. Avaliação da OS”;
  3. Melhor gestão dos custos uma vez que a OS, de valor relevante, só é aprovada após todos os custos estimados na etapa “3. Planejamento da OS” for aprovada por parte do gerente controlador do orçamento na etapa “4 Validação da OS”;

 

FATOR #2: PONTOS DE MEDIÇÃO LIGADOS AO PLANO DE MANUTENÇÃO

Os planos de manutenção, em ambos os sistemas, podem ser subdivididos em diferentes grupos para diferentes abordagens. Entretanto, todos devem conter informações obrigatórias como código do plano, código do(s) equipamento(s), quantidade e código da mão de obra responsável, tempo necessário, frequência e descrição das atividades ou plano de trabalho.

Uma boa prática adotada que permite maior organização e praticidade é a abordagem de rotas de inspeção. As rotas são agrupamentos de atividades desempenhadas em diferentes equipamentos em um fluxo sequencial contínuo. A utilização dessas com o apoio de uma boa lista de verificação, ou check list proporciona maior confiabilidade nos dados.  A criação de rotas é realizada de forma simples em ambos os softwares.

diagrama

Figura 2. Criação de Rotas

Além de toda a prática de construção e balanceamento de um plano de manutenção, saber exatamente o que se deve medir e monitorar em cada equipamento é uma obrigação.  A vantagem do IBM MAXIMO nesse sentido é a possibilidade de construção e revisão de planos de trabalho complexos e estruturados, e traduzir esse monitoramento de forma mais eficiente e quantitativa com a utilização de “Pontos de Medição”.

Cada ponto de medição cadastrado em um equipamento deve apresentar:

  • Valor inicial ou de projeto;
  • Valor de desgaste crítico 1 (pedido de compra);
  • Valor de desgaste crítico 2 (ponto de troca).

A seguir, temos um exemplo que ilustra o monitoramento do desgaste de placas em um moinho de bolas. Ao final de cada inspeção realizada, o inspetor acessa a ordem de serviço e relata o valor do ponto de medição observado naquela data. O sistema gera o gráfico de tendência de forma automática em função das entradas de dados para cada ponto de medição.

grafico

Figura 3. Exemplo de monitoramento do ponto de medição “Espessura de revestimento” de uma placa de desgaste em um moinho

Os valores críticos de referencia são previamente determinados por informações de fornecedores ou de experiência operacional e se tornam marcos para tomada de ação.

Vantagens do IBM MAXIMO quanto ao plano de manutenção:

  1. A criação de planos de manutenção com a adoção de Planos de Trabalho torna uma abordagem simples e prática
  2. A utilização de Pontos de Medição confere maior confiabilidade e praticidade no monitoramento da condição do ativo.
  3. Os gráficos de tendência dos pontos de medição podem ser acessados por qualquer usuário do sistema ao se selecionar o equipamento que se deseja informação. Dessa forma elimina-se a necessidade de criação de controles paralelos ao sistema, todas as informações são disponíveis em um só lugar.

 

FATOR #3: INTERFACE MAIS INTUITIVA E AMIGÁVEL

O MAXIMO possui uma das interfaces para o usuário mais intuitivas e amigáveis dentre os principais EAM do mercado onde a IBM está em constante evolução. Se comparado com o SAP PM, a disparidade entre a facilidade de uso entre os dois sistemas salta aos olhos e isso reduz significativamente o tempo de capacitação no software da IBM.

 

FATOR #4: MAIOR FACILIDADE DE PARAMETRIZAÇÃO/CUSTOMIZAÇÃO

O MAXIMO é um sistema construído já pensando nas possibilidades de extensão, não só com o robusto Workflow Designer citado anteriormente, mas também com vários recursos adicionais que permitem pequenos – ou grandes – ajustes, como, por exemplo, colocar um campo obrigatório ou não editável na tela com base em alguma regra de negócio, ocultar campos desnecessários para determinado grupo de usuários, trazendo maior simplicidade no dia-a-dia, adequação de regras de controle de status dos registros, entre inúmeras outras possibilidades. A MaximoCon é especializada neste tipo de serviço.

FATOR #5: INTEGRAÇÃO

Já preparado para integrar com qualquer outro sistema, inclusive o SAP, O IBM MAXIMO possui uma suite de produtos preparados para integrar com ERPs, legados, sensores, planilhas etc.

A IBM possui uma suite de integração com o SAP com mais de 15 interfaces prontas para uso após configuração inicial. Uma integração bem comum entre MAXIMO e SAP é no processo de compras, com cenários como por exemplo, de requisição no MAXIMO, pedido de compra e recebimento no SAP e atualização de saldo e custo no MAXIMO. Este possivelmente é o melhor dos mundos para empresas que possuem SAP, pois traz o que de melhor existe em se tratando de gestão de ativos com o que melhor de existe no universo dos ERP.

Há também uma suite de integração com o ORACLE OEBS, que funciona da mesma forma que a integração com o SAP no aspecto de negócio, mas que tecnicamente é bastante distinto.

A IBM tem investido muito em outras integrações que trazem grandes benefícios para a gestão de ativos, como MAXIMO com IBM WATSON, o supercomputador que ajuda nas análises de falha com informações da saúde dos ativos (APM). Integração com o IBM Cognos Analytcs, um software de BI bem robusto, onde é possível gerar KPIs, consultas e relatórios.

Em suma, a integração do IBM MAXIMO, também conhecida como MIF (Maximo Integration Framework) é um facilitador muito poderoso, que ajuda equipes de desenvolvimento e de negócio a entregarem o que há de mais avançado em sistemas integrados.

Conclusão

A utilização do IBM-Maximo como software de gerenciamento de manutenção é vista como uma excelente escolha. O sistema é visto como um sistema amigável e eficiente com a adoção de fluxo de trabalho e o monitoramento de condição por pontos de medições.

 

Colaboração: Eng. Mário Rubens Figueiredo Barroso

 

 

 

 

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